sábado, 23 de junho de 2012

A importância da família no contexto escolar

Hi people,
Neste mundo globalizado, com o tempo passando mais rápido do que gostaríamos, fica difícil colocarmos em prática tudo o que gostaríamos de fazer, e realizar o que planejamos durante as nossas vidas. E então, o que fazemos naqueles raros momentos que temos para descansar, após um dia inteiro de trabalho? Ou então naquele final de semana tão esperado para um descanso merecido?
Pois é, se você escolheu ter filhos tudo é direcionado para eles, ou você discorda disso?
Quando optei por minha filha, eu imaginava que a minha vida fosse mudar, mas não imaginei que isso iria afetar tanto o meu dia a dia. Sonhos adiados, saídas com horário de volta restrito, noites inteiras acordadas, etc. E digo que, se tivesse que voltar no tempo e pudesse optar por mudar a minha vida, deixaria acontecer tudo do jeitinho que foi. Não consigo pensar na minha vida sem ela.
Porque eu tive uma escolha, todos a temos.
E, a partir deste momento, do glorioso instante de um filho, aquele ou aquela que tem apenas somente você como espelho e esperança de uma educação melhor, é mais do que certo que nós, os primeiros tutores, retribuímos a eles toda essa expectativa de um futuro mais responsável.
Você já pensou quanto tempo você gasta por dia na educação de seu filho? Ou você é um dos que acreditam que somente a escola e seus profissionais são responsáveis pela educação de seu rebento?
“Não se pode educar eficientemente se os pais e professores se desconhecem, se a educação escolar estiver isolada da educação familiar”.
(Suenens)
Todo educador sabe que o apoio da família é crucial no desempenho escolar. Segundo um estudo publicado no Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia, as crianças que frequentam festas e reuniões familiares têm mais saúde, melhor desempenho escolar e maior estabilidade emocional. E mesmo o SAEB/99 (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), apontou que nas escolas que contam com a parceria dos pais, onde há troca de informações com o diretor e os professores, os alunos aprendem melhor.
Você é o responsável que chega para o professor de seu filho e solta a clássica afirmação “ eu acho que meu filho não está aprendendo nada”e sequer abre o caderno dele para saber o que ele está estudando, ou nem sabe que ontem veio um bilhete da escola para casa e tem que ser assinado? 
Então perceba:

É em todos os contextos que a família e a escola tem o dever de desenvolver a sociabilidade, a afetividade e o bem estar físico dos seus indivíduos. Mas não tenha a ilusão de que só o professor é responsável pela educação de seu filho. O educador é um meio pelo qual os conhecimentos são passados, e deve-se sim contar com ele, mas o reforço primordial para que o educando tenha uma conquista definitiva do seu conhecimento está na prolongação do seus estudos dentro do seu ambiente familiar.

Um fato importante, mas conflituoso, é o que diz Marturano (1999), que afirma que há mães que demonstram excessiva ansiedade quanto à superação da dificuldade da criança; outras que se mostram impacientes quanto ao desempenho insatisfatório que o filho apresenta; mães que atribuem todo o problema à criança e a caracterizam como “preguiçosa”, “lerda”, “distraída”; mães que negam a dificuldade que a criança demonstra; mães que não acompanham as atividades de seu filho e mães que punem a criança pela seu fracasso nas atividades escolares. Eu acredito que nós, mães, somos os pilares de nossos filhos. Devemos zelar por eles sim, mas sem excessos. E olha que demorei para aprender isso.

“ A cada geração o seu destino e as suas dores. Devemos amar os nossos filhos para a luta heróica e difícil que os espera e eles vencerão”. (Célestin Freinet)

A escola e os orientadores podem colaborar com as famílias orientando-as sobre a necessidade de dedicar cuidados à educação dos filhos e auxiliando nas tarefas escolares. No entanto é de suma importância que os responsáveis assumam os seus papéis e levem a educação mais a sério. Não adianta ficar por trás das inúmeras desculpas clássicas de “eu não tenho tempo” ou “eu não sei essa matéria”. Se esforce, você não pede isso ao seu filho quando quer alguma coisa dele, como escovar os dentes ou arrumar o quarto?
Os caminhos são muitos, as opções também.


Vamos amar nossos filhos e promover dentro deles a transformação que só a educação traz.
Lembre-se que sempre temos escolhas, e somos nós que a fazemos.

Alessandra

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